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Exposição “LUZ ÆTERNA – Ensaio Sobre o Sol” – CCBB Rio de Janeiro


De entidade divina nos primórdios, ao papel crucial na criação da eletricidade, a jornada da principal estrela do universo é o fio condutor da exposição LUZ ÆTERNA – Ensaio Sobre o Sol, que estreia no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro em 5 de junho. Sete obras imersivas evocam a poética do Sol por meio de projeções digitais e
instalações interativas, convidando os participantes a vivenciarem a evolução e o poder deste corpo celeste, essencial à vida na terra.
Usando tecnologia digital e a luz como elementos primordiais, sete artistas brasileiro foram convidados a criar as obras concebidas exclusivamente para as galerias (site specific) do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro.
Em Gênesis, obra imersiva assinada pelo estúdio AYA, fundado por Felipe Sztutman e Antonio Curti, a história e influência do Sol, desde a sua origem até o seu papel fundamental na geração de eletricidade, é repassada ao público de uma forma lúdica, imersiva e sensorial. Em uma sala de projeção, os visitantes podem vivenciar a evolução e o poder do Sol. Ela ilustra como essa estrela central não apenas deu forma ao universo, mas também continua impactando a vida diária, a tecnologia e a sustentabilidade.
Já Fluido Solar, da artista ERO, é uma obra participativa que representa a busca pela iluminação, destacando o
contraste entre o desconhecido e a luz interior de cada ser humano. A peça artística desafia a bidimensionalidade
ao flutuar no espaço central da sala, oferecendo raízes como conexão com a Terra e a natureza. Transformando-se
em um espelho interativo, ela reflete a jornada de cada visitante, convidando-o à contemplação da própria essência e da luz interior. Essa experiência pessoal ressalta a autodescoberta como um processo íntimo e incentiva a partilha dessa luz para guiar outros em suas jornadas.
Tecnologia e natureza Além de celebrar a principal estrela do sistema solar, a exposição provoca reflexões sobre o
impacto do Sol na natureza, na sociedade e na sustentabilidade. Embora traga uma mensagem reflexiva, relacionada ao meio ambiente, o tema é abordado de uma forma lúdica e poética.
A obra Continuum, por exemplo, usa dados em tempo real de fenômenos solares e meteorológicos captados via satélite. Criado pelos artistas Junior Costa Carvalho e Rodrigo Machado, do estúdio Sala 28, o trabalho é composto
de barras de LED endereçáveis pixel a pixel, no qual a luz transcende seu papel tradicional e assume a narrativa de histórias cósmicas.
Em Perihelion, o céu é captado, reprocessado e projetado, em tempo real, como uma câmera obscura. Relógios concêntricos são postos em ação e o primeiro, uma elipse, tem o ciclo de um minuto, da escuridão à luz intensa, com um som que, sinestesicamente, funciona como um sino de anunciação. O segundo dura uma hora e marca a rotação em volta de um espelho convexo circular (representa a Lua, que reflete e difunde a luz do céu no ambiente). O terceiro circuito vai do solstício de verão ao equinócio.
Já a obra Aquarela de Íons, dos artistas Arthur Boeira e Gustavo Milward, propõe uma reflexão sobre a magnitude solar e seu poder de influenciar corpos distantes em forma de data art. O trabalho compreende um sistema que captura os íons solares e os apresenta de uma maneira imersiva e sensorial, com a aproximação do espaço e  território humano por meio de som, luz e imagem. A peça utiliza dados retroativos de fenômenos solares que são narrados a partir de recursos visuais.
Celebração sensorial Integrando elementos astrofísicos e biológicos em uma experiência audiovisual sensorial, Photosphere, assinada por Leandro Mendes, mostra a dinâmica da fotosfera solar, com
elementos e dados coletados do universo para elaborar padrões vibrantes e cores efêmeras, em uma tela circular. Com uma trilha sonora original, baseada nos sons do sistema solar, a instalação promove a conexão entre luz e som, e transmite intensa variação de energia solar. A ideia é proporcionar aos visitantes uma jornada sensorial que contempla a riqueza de significados oferecidos pelo Sol, da essência física ao impacto na vida terrestre.
Céu Zero, obra criada por Leston, usa a linha do horizonte – para questionar: O que aconteceria se, de alguma maneira, nós conseguíssemos capturá-la? O que aconteceria se, finalmente, ela estivesse ao nosso lado e na altura dos nossos olhos?

Classificação – Livre

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro
Tel.: 3808-2020

De quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças)
Gratuito (Ingressos disponibilizados na bilheteria do CCBB RJ ou em www.bb.com.br/cultura)
De 5 de junho a a 12 de agosto de 2024

Evento encerrado.
Roteirinho Carioca

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